Terceira edição do evento foi marcada pela graduação máxima do Mestre Ary e reuniu referências históricas da Bahia e do Rio de Janeiro.
O peso da história

O festival não poupou nas presenças ilustres. Entre os mais de 25 mestres presentes, destacou-se o baiano Grã Mestre Santana, de 80 anos, que trouxe a sabedoria de quem pratica a arte há sete décadas. “Aprendi que capoeira é a liberdade em movimento”, afirmou o mestre, que iniciou seus passos com a avó, uma índia potiguara.
Outra lenda viva presente foi o Mestre Gegê, vindo do Rio de Janeiro. Aos 76 anos, ele destacou a evolução da prática: de atividade discriminada no passado a patrimônio imaterial respeitado mundialmente e ensinado por profissionais qualificados.
Formação e Família

Além das rodas de capoeira, o sábado foi preenchido por apresentações do Afoxé Ogum Funmilayo e do Coral Tapepyau, da Aldeia Arapy. O evento também reforçou seu caráter transformador através de depoimentos como o do Contra Mestre Espoleta, que viajou de Engenheiro Beltrão com a esposa e a filha de apenas 8 meses para prestigiar o encontro. Para ele, a capoeira é sinônimo de “libertação” e união familiar.
O ápice: Graduação Máxima

O encerramento técnico do festival foi marcado por um momento de profunda emoção: o iguaçuense Mestre Ary recebeu a corda branca, a graduação máxima da capoeira. A honraria foi entregue pelas mãos de 27 mestres, simbolizando o reconhecimento de uma vida inteira dedicada à preservação e ao ensino da arte.
O 3º Festival Vadiação Cataratas é uma iniciativa da Secretaria de Estado da Cultura do Paraná (SEEC), em parceria com a HOTMILK, Ecossistema de Inovação da PUCPR, e com o apoio da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura (PNAB). Em Foz conta com apoio da Fundação Cultural de Foz do Iguaçu, Mercado Público Barrageiro e Marco das Três Fronteiras.

